Mestrado Profissional amplia possibilidades de atuação para egressos

 

O professor universitário Maykon Dias Cezario defendeu a sua dissertação no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal (MPDSV), no dia 14 de fevereiro e agora, celebra as novas possibilidades e os dois anos dedicados à obtenção do título na UFV: “O MPDSV com certeza foi uma das grandes oportunidades da minha vida. A possibilidade de cursar um mestrado de alto nível conciliando com as atividades profissionais foi o que pontuou mais. Além disso, contar com um corpo docente de muito gabarito e estudar na UFV contribuíram também em minha decisão”.

Natural da cidade de Timóteo (MG), localizada no Vale do Aço, “região industrial que se destaca na produção de aço”, Maykon se formou em Agronomia na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). “Tive uma origem simples, mas sou oriundo de uma família que sempre valorizou a educação”. Desde a graduação, a dedicação aos estudos faz parte do dia a dia do agrônomo. “Atuei com pesquisa nas áreas de fitotecnia, entomologia e fitopatologia, sempre conectado com a defesa sanitária vegetal, que sempre foi a área de meu maior interesse na agronomia. Estagiar em empresas de pesquisa agropecuária, como a EPAMIG, e marcar presença em eventos científicos faziam parte da minha rotina. Foram cinco anos de muita dedicação, que culminaram no prêmio de melhor aluno do curso, na cerimônia de colação de grau” – relembra com orgulho.

Concluído o curso superior em 2009, a sua primeira experiência profissional ocorreu no estado de Mato Grosso do Sul, onde ele trabalhou com grandes culturas em uma multinacional focada na produção de etanol e bioenergia. “No centro-oeste brasileiro conheci, exercitei e enfrentei os desafios da produção agrícola. Considero-me privilegiado em ter iniciado a carreira em uma região das mais desenvolvidas e tecnológicas do Brasil no que diz respeito à agricultura”.

Ao retornar ao seu estado de origem, Maykon descobriu uma nova área de atuação: “Quanto retornei a Minas Gerais, comecei a atuar na área educacional como professor universitário na rede privada, e me apaixonei pela academia. Já com experiência, fui fazendo carreira na área educacional e atualmente, coordeno dois cursos de graduação na Univale: Agronomia e Agronegócio. Represento ainda a região Vale do Rio Doce no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), atuando como conselheiro da Câmara especializada da Agronomia e também no Conselho de Educação do CREA-MG”.

Mestrado Profissional

Experiente no comando da sala de aulas, em março de 2018, foi a vez de o professor assumir também a condição de aluno, ao ingressar no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV. Foram dois anos de dedicação que se encerraram no mês de fevereiro, período cujo maior desafio, segundo Maykon, foi “conciliar os estudos com as atividades profissionais em um mercado privado, que nos exige continuamente muita dedicação e entrega”.

Sob a orientação da pesquisadora Madelaine Venzon, Maykon pesquisou sobre controle biológico conservativo em café Conilon. “A busca de alternativas ao controle químico exclusivo para o manejo de pragas é primordial, e uma dessas possibilidades se trata da manipulação do ambiente visando ao controle biológico conservativo. No trabalho desenvolvido em minha dissertação, avaliou-se a eficiência da diversificação da vegetação através da introdução do ingá no controle biológico das principais pragas do café Conilon, sendo elas: bicho-mineiro, cochonilha-da-roseta, broca-do-café e ferrugem. O trabalho foi conduzido em lavoura comercial em Itueta (MG)” – descreve.

Concluído o mestrado profissional, Maykon já identifica benefícios que essa recente conquista lhe proporcionou: “Fazer o MPDSV sem dúvida já me beneficiou pelo universo de possibilidades que encontrei. A possibilidade de continuar trabalhando com pesquisas envolvendo café Conilon e beneficiando os produtores regionais; a possibilidade de dar sequência aos estudos com o doutorado; e atuar na área de defesa sanitária vegetal com maior propriedade, são os principais benefícios”.

Pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional resulta em depósito de patente no INPI

A pesquisa desenvolvida pela mestre em Defesa Sanitária Vegetal, Ana Paula Soares da Rocha, durante o Mestrado Profissional na UFV, resultou no depósito da patente “Composições ectoparasiticidas à base de Lithraea brasiliensis e uso”, no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Ana Paula defendeu a sua dissertação sobre avaliação do potencial carrapaticida de plantas neotropicais em julho de 2019, e no início deste ano, realizou o depósito da patente buscando desenvolver uma formulação comercial a base de Lithraea brasiliensis para controle de carrapatos de forma mais eficiente e mais segura. “A pesquisa realizada durante o mestrado nos mostrou que o extrato dessa planta é muito eficiente no controle de carrapatos resistentes aos carrapaticidas disponíveis no mercado”.

Ana Paula explica: “Agora, as nossas pesquisas focarão em verificar se a molécula que apresentou atividade é segura do ponto de vista ambiental, com estudos de impacto em organismos não-alvo como insetos benéficos, predadores, polinizadores e organismos aquáticos. Também analisaremos a segurança alimentar dessa molécula, pelo fato de que este produto será usado principalmente nos rebanhos bovinos, temos que assegurar que após o uso, não haverá resíduos na carne e no leite”.

A pesquisadora destaca que “na produção agropecuária, a busca por ferramentas mais seguras e eficientes é constante. A cada dia cresce a demanda por alimento, e sabemos que essa produção deve atender a sociedade não só em quantidade, mas também em qualidade e de forma sustentável. Os extratos botânicos têm se mostrado promissores porque muitas plantas são ricas em substâncias bioativas, que são biodegradáveis e apresentam baixa ou nenhuma toxicidade a mamíferos e outros organismos não-alvo. Assim, nosso estudo pode levar ao desenvolvimento de um novo produto para controle de carrapatos de forma mais eficiente e mais segura”.

Além disso, a pesquisadora enfatiza o fato de sua pesquisa está buscando desenvolver um produto originado de uma planta do Cerrado brasileiro. “Temos o privilégio de ter em nosso país, em seus diferentes biomas, uma flora rica em biodiversidade, não encontrada em nenhuma outra parte do mundo. Logo, o número de moléculas existentes que ainda não foram pesquisadas é muito grande. O incentivo e apoio às pesquisas relacionadas à nossa biodiversidade devem ser contínuos, pois os compostos químicos presentes na nossa flora, além de serem fontes de novas moléculas para o combate de pragas e doenças na agropecuária, também dão origem a compostos usados em áreas como medicina, farmácia, nutrição, dentre outras. Tudo isso reflete em melhorias na qualidade de vida da sociedade”.

Parceria multidisciplinar

Engenheira Agrônoma, professora de Química no curso de Engenharia Agronômica da Faculdade Cidade de João Pinheiro, na cidade de João Pinheiro (MG), e instrutora de formação profissional rural do Sistema FAEMG/Senar, onde ministra treinamentos de aplicação de defensivos, Ana Paula ingressou no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV em agosto de 2017, onde construiu uma profícua parceria com outros pesquisadores.

Na UFV, ela contou com a orientação do professor Eugênio Eduardo de Oliveira, “que de prontidão abraçou a ideia” e a apresentou à pesquisadora Graziela Domingues de Almeida Lima. “Doutora em Biologia Celular e Estrutural e com grande conhecimento em bioquímica e farmacologia, o trabalho da Dra. Graziela foi essencial na condução dos bioensaios em organismos não-alvo e no tratamento e análise de dados; sendo também para mim, um exemplo de positividade e profissionalismo, o que me motivou muito durante todo o processo” – destaca.

Na UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Ana Paula contou com a parceria da professora do Centro de Ciência e Tecnologia, Cláudia Quintino da Rocha. “Eu já conhecia o magnífico trabalho realizado pela professora Cláudia. Então, a convidei para ser minha coorientadora, gerando uma parceria entre a UFV e a UFMA. Ela é uma profissional renomada, com vasta experiência na área de Química de Produtos Naturais, atuando principalmente no isolamento, identificação de metabólitos secundários e avaliação farmacológica de extratos e compostos bioativos. Com o suporte de uma profissional com tamanha competência, nossos estudos químicos foram conduzidos de forma muito eficiente, fazendo com que conseguíssemos fazer toda a caracterização química do nosso extrato, além de descobrir qual era a molécula responsável pela bioatividade”.

Além do suporte na parte metodológica, Ana Paula acrescenta que a atuação das duas pesquisadoras, Graziela e Cláudia, “foram imprescindíveis em todo o processo de elaboração e acompanhamento dos tramites do depósito da patente”. Como Ana Paula resume: “este foi um trabalho desenvolvido por dois agrônomos, uma química e uma bióloga; que nos mostrou que a parceria entre profissionais de diferentes áreas gera resultados muito positivos para toda sociedade”.

Além da pesquisa voltada para o uso do extrato da Lithraea brasiliensis na agropecuária, as pesquisadoras pretendem avançar ainda mais nos experimentos: “Estamos testando esse extrato em células cancerosas. Os primeiros resultados já apontaram uma possível atividade em determinados tipos de células, portanto, mais pesquisas serão realizadas a fim de confirmar esses resultados”.

Confira o resultado do Processo Seletivo 2019/2

O Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal divulgou o resultado da seleção de candidatos. Foram selecionados sete candidatos.  Veja a seguir o resultado do Processo Seletivo 2019/2.

1) CANDIDATOS SELECIONADOS:

Caio Cesar Coimbra

Chayenne Bittencourt Caus

Dagolberto Calazans Araujo Pereira

Juliana Brochini Sacilotti

Katyuscia Ferreira Lavrins Bessa

Lisandro de Quadros

Melissa Rösler

2) CANDIDATOS NÃO SELECIONADOS:

Alessandra Lomelino Campos Lopes

Edelvania Souza Marques

José Roberto Jorge

Julio Cesar Barbosa

Luciano Cardoso de França

Marcela Martins Rodrigues

Maria Elize Teixeira Leite Bordoni

A força das mulheres na Defesa Sanitária Vegetal

Num país como o Brasil, onde se faz necessária uma lei que prevê multa para empresas por discriminação salarial de mulheres, é indicativo de que a igualdade entre os gêneros no mercado de trabalho é um objetivo ainda a ser conquistado. O projeto de Lei 88/2015 foi aprovado no dia 20 de março pelo Senado e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A proposta visa assegurar salário igual para homens e mulheres na mesma função e na mesma atividade. Mas as desigualdades não param por aí. Dia após dia elas precisam reafirmar o espaço conquistado e reivindicar respeito e reconhecimento. Conversamos com mulheres protagonistas no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV. Elas compartilham um pouco da sua experiência em espaços ocupados majoritariamente pelo sexo masculino.

A professora Graziela Dias Ferreira Sant’Ana conta que o seu primeiro trabalho foi numa indústria, onde seus colaboradores na maioria eram homens. “A minha segunda experiência foi em educação profissional, onde mais uma vez os homens eram maioria. Percebi no meu primeiro dia de trabalho que os desafios eram enormes, pois para a mulher buscar e ter oportunidade de crescimento profissional, ela deve provar diversas vezes que é competente, mostrar que possui postura e principalmente jogo de cintura perante o quadro de colaboradores. E talvez depois, ter reconhecimento de fato por ocupar determinado cargo e ainda obter sua remuneração”.

Graziela concluiu recentemente o Mestrado Profissional e vê com otimismo o que o futuro reserva: “Com o passar do tempo, percebi que as mulheres começaram a ser reconhecidas e hoje, em determinadas funções, a preferência são para mulheres, pois são mais cuidadosas, mais detalhistas, isso faz diferença numa linha de produção. Os desafios são muitos, para ambos os sexos, pois estamos passando por muitas mudanças e se manter atualizado é primordial para que você se mantenha competitivo no mercado de trabalho. Quanto aos preconceitos, sinto ser menos nos dias de hoje e a minha perspectiva é que a cada dia todas as mulheres tenham as mesmas oportunidades no mercado de trabalho”.

Destemida frente aos desafios, a pesquisadora da Embrapa Elisangela Gomes Fidelis também acredita que o que está por vir é promissor. Parafraseando a pesquisadora Marie Skłodowska Curie, primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Física, devido aos seus estudos sobre radioatividade, Elisangela destaca: “Não há nada a temer na vida, só há uma coisa para compreender: agora é a hora de entender mais para que possamos temer menos.”. E incentiva: “Para mim é uma grande honra como mulher poder orientar os alunos e contribuir com o Mestrado Profissional. Como mulher, estou ocupando um espaço na pesquisa e no ensino acadêmico que antes era majoritariamente masculino. Infelizmente, mesmo sendo maioria como estudantes nas universidades, poucas mulheres chegam a cargos importantes após sua formação. Espero como orientadora, incentivar as alunas para que elas possam crescer profissionalmente e assumir responsabilidades em suas carreiras, assumindo posição de destaque, como líderes de suas equipes, coordenadoras de grandes projetos, etc.”.

Este é o caso da fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal Ana Paula Vicenzi. Atuando no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso – INDEA/MT, Ana Paula avalia que “a participação das mulheres no mercado de trabalho, principalmente no setor da agricultura, vem crescendo a cada ano e rompendo barreiras. Encaramos diariamente os desafios, sem esmorecer, mostramos nossas habilidades na resolução de conflitos e nos dedicamos com afinco, não para provar que somos melhores, mas para provar que somos iguais e merecemos o devido respeito. Hoje lotamos as turmas de agronomia, universidades, lavouras, escritórios e laboratórios. Estamos mostrando nosso valor acadêmico, intelectual, nosso trabalho e estamos conquistando o nosso espaço. Aqui na UFV já conquistamos, entramos por reconhecimento e nos mantemos por mérito. Sou mulher, dona de casa, Engenheira Agrônoma, Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária, Especialista em Proteção de Plantas e aluna do Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal. E poderia ser mil outras coisas sem receber o devido reconhecimento, que ainda assim não me abalaria. Sigo na luta, como outras milhões de estudantes e trabalhadoras deste país, que fazem o seu melhor, na certeza de que serão reconhecidas não somente no dia 08 de março, mas em todos os dias de sua vida”.

Contato entre profissionais de diferentes áreas de atuação incrementa formação dos estudantes

Durante dois anos, o engenheiro agrônomo da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (ADAPEC/TO) Breno Gomes Barbosa viajou do estado do Tocantins para Minas Gerais, para participar dos encontros presenciais do Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal, em Viçosa. Inspetor de defesa agropecuária na ADAPEC/TO, Breno concluiu o curso na UFV em 2016 e destaca que o Mestrado Profissional lhe proporcionou “conhecer pessoas com diferentes formações e atuações, como fiscais, pesquisadores, professores, analistas, entre outros, todos ligados à cadeia agrícola. Durante os encontros presenciais trocamos várias experiências profissionais”.

Para ele, que desenvolve ações voltadas para a prevenção, controle e/ou erradicação de pragas nas culturas de importância econômica e social para o estado de Tocantins, uma das principais contribuições do curso para a sua atuação, foi ampliar o “conhecimento técnico-científico na detecção e identificação de pragas e inimigos naturais, utilizado durante as fiscalizações nas lavouras produtivas”.

Natural de Porto Velho (RO), Breno concluiu o curso de Agronomia em 2010, na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Na UFV, no Mestrado Profissional, o agrônomo defendeu a sua dissertação sobre o ataque de tripes Frankliniella schultzei à cultura da melancia. De acordo com Breno, “a pesquisa foi realizada em lavouras comerciais de melancia. O grupo foi formado por orientados do professor Marcelo Coutinho Picanço (UFV) e orientados do professor Renato de Almeida Sarmento (UFT). Os estudos tiveram como objetivo determinar os fatores que regulam a intensidade de ataque de tripes F. schultzei à cultura da melancia”.

Esses estudos possibilitaram o entendimento da bioecologia desse organismo e podem embasar o planejamento de programas de manejo integrado de pragas. Foram avaliados elementos climáticos, planta hospedeira e inimigos naturais. Observou-se que o ataque de tripes é maior nas épocas secas, em plantas que estejam no início do cultivo e, preferencialmente, nas folhas mais apicais do ramo. Também se verificou que quanto maior o ataque de tripes, maiores são as populações do predador Chrysoperla sp. O inspetor de defesa agropecuária da ADAPEC/TO avalia que “diante dessas informações, os produtores podem fazer um melhor planejamento do manejo das suas lavouras, como: a melhor época para o plantio; utilização de defensivos agrícolas seletivos aos inimigos naturais presentes na sua área; e o direcionamento da aplicação de defensivos para as partes da planta onde estão concentradas as pragas”.

Razões para ingressar no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV

  • Excelência do Curso: A Universidade Federal de Viçosa (UFV) é pioneira no Brasil no oferecimento de cursos de pós-graduação na área de Ciências Agrárias. A instituição tem padrão de excelência nacional e internacional nas áreas de Entomologia, Fitopatologia, Ervas Daninhas e Defesa Sanitária Vegetal. O Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da nasceu neste contexto. Na última avaliação da CAPES, o curso esteve entre os melhores do país na área de Ciências Agrárias I. Saiba mais
  • Excelência da Equipe: A equipe de orientadores do Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV é formada por professores com  grande capacidade didática e que estão entre as maiores autoridades brasileiras nas suas áreas de atuação. Conheça os orientadores 
  • Objetivos do Curso: Proporcionar a profissionais com formação e/ou que atuam em Ciências Agrárias e áreas afins, ampliação dos seus conhecimentos em Entomologia, Fitopatologia, Ervas Daninhas e Defesa Sanitária Vegetal, impulsionando sua carreira e atuação no mercado de trabalho.
  • Características do Estudante: O Mestrado é destinado a profissionais. Portanto, os candidatos ao curso devem ter vínculo empregatício (em empresas públicas ou privadas), serem empresários ou atuarem como autônomos.
  • Metodologia do Curso: O curso é estruturado de forma a permitir que o aluno concilie suas atividades profissionais com os estudos, possibilitando que o aluno aplique o conhecimento adquirido na sua atividade profissional. As disciplinas são oferecidas em módulos condensados semanais em cada semestre, no Campus da UFV, em Viçosa (MG).
  • Saiba mais sobre seleção de candidatos

 

Fiscal agropecuário destaca contribuições do Mestrado Profissional para sua carreira

Quem não deseja obter uma melhoria salarial fruto de uma qualificação profissional? Além do conhecimento adquirido, esse foi um incentivo a mais para o engenheiro agrônomo Rodrigo Eustáquio da Silva cursar o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal na UFV. Fiscal agropecuário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ele  concluiu o Mestrado Profissional em 2017 e afirma que o curso já está contribuindo na resolução de problemas cotidianos: “ Hoje, enxergo o ambiente de trabalho no IMA de forma ampla, fruto do senso crítico adquirido durante o curso. Além do mais, já está prevista uma melhoria salarial pela qualificação, que é sempre positivo”.

Atuando em Belo Horizonte (MG), Rodrigo dá apoio ao gerenciamento de fiscalização de agrotóxicos realizados no estado de Minas Gerais.  Para a sua dissertação, ele escolheu como tema  a “Otimização da Fiscalização do Uso de Agrotóxicos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária”. De acordo com o engenheiro agrônomo, “embora Minas Gerais seja a sexta unidade federativa do Brasil em vendas de agrotóxicos, o IMA é o órgão que mais realiza atividades de fiscalização do uso desses insumos nas propriedades rurais do país”.

Rodrigo destaca que houve uma participação ativa de vários servidores do IMA na construção da sua dissertação, “levando-os a refletir de forma crítica o próprio ambiente de trabalho”. Ele avalia que a sua dissertação contribuiu para que o IMA passasse a utilizar “a base de dados do programa SICCA (Sistema de Controle e Comércio de Agrotóxicos e Afins), ferramenta on-line que estava ativa desde 2012 e que era subaproveitada para investigações fiscais. Conseguimos quantificar melhor o consumo de agrotóxico nas propriedades rurais em Minas Gerais, permitindo planejar melhor nossas ações fiscais nesse ambiente. Por fim, desenvolvemos uma ferramenta (fórmula) que auxilia no cálculo amostral do universo a ser fiscalizado de forma representativa”.

Satisfeito com os frutos que vêm colhendo com a conclusão do Mestrado Profissional, o fiscal agropecuário do IMA espera que a UFV também ofereça futuramente o Doutorado Profissional na área de defesa sanitária vegetal, permitindo assim que profissionais como ele possam continuar investindo na sua qualificação. “Ainda na graduação, o mestrado foi deixado de lado ao priorizar a conclusão do curso para entrar no mercado profissional. Através da UFV, pude inserir mais uma qualificação profissional no currículo, pois o curso é dinâmico e flexível, diferente do mestrado acadêmico, que exige dedicação integral”.

Engenheira agrônoma destaca que esta modalidade de mestrado torna profissionais mais resolutivos

A engenheira agrônoma Roberta Duarte Avila Vieira trabalha na CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), no município de Lages (SC). Ela atua na área de defesa sanitária vegetal, através do monitoramento e fiscalização da produção e do comércio de produtos de origem vegetal, veiculadores de pragas que representam risco à produção agrícola e à condição socioeconômica do estado de Santa Catarina. Ela também atua na fiscalização de insumos agrícolas, como agrotóxicos, sementes e mudas. Paralelo às suas atividades profissionais, Roberta cursa o Mestrado Acadêmico em Defesa Sanitária Vegetal da UFV. “Ressalto a importância desta modalidade de mestrado pela possibilidade de capacitar o profissional na sua área de atuação, tornando-o mais resolutivo, produtivo e competitivo no ambiente em que está inserido” – destaca.

Em 2003, Roberta concluiu o curso de Agronomia pela UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e, quatorze anos depois, ingressou no mestrado profissional. Ela ingressou no curso de pós-graduação no segundo semestre de 2017 e avalia que o Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV “proporciona aos alunos uma excelente equipe de professores e profissionais qualificados e atuantes na área de defesa sanitária vegetal e um ambiente riquíssimo de possibilidades de aprendizado, através dos materiais didáticos, de vídeo-aulas e videoconferências. Além dos encontros presenciais, que permitem o contato com a Universidade como um todo”.

Para a sua dissertação, Roberta planeja desenvolver o tema “Análise de Risco da bactéria Pseudomonas syringae pv syringae  no mundo”. “Através da definição da área de risco, da avaliação e do manejo do risco desta praga, pretendo determinar o risco desta bactéria para pomares de maçã, produto de grande importância socioeconômica para o estado de Santa Catarina” – afirma a agrônoma da CIDASC.

Troca de experiências enriquece ainda mais o aprendizado no Mestrado Profissional

O que leva um profissional já estabelecido no mercado de trabalho retornar à sala de aula para fazer um mestrado profissional? Para o engenheiro agrônomo Ricardo Wolfgramm, por exemplo, a motivação vai muito além da obtenção de um título de mestre. Ele busca aprendizado: “Além do conhecimento adquirido com o curso, o que acho de grande valia é o conhecimento compartilhado entre diferentes profissionais que estão numa mesma sala de aula. A troca de experiências de vida e experiências profissionais é fantástica. Em uma mesma sala temos um agrônomo que trabalha em áreas com alta tecnologia no cultivo de soja e também temos uma profissional que atende tribos indígenas no Amazonas. Em uma semana de encontro temos uma troca de informações enorme, fazemos amizades com profissionais de diversas áreas de atuação e de diferentes regiões do Brasil”.

Ricardo se formou em Agronomia na UFV, em 2009. Logo em seguida, ingressou em um mestrado acadêmico na mesma instituição, mas não chegou a concluir, pois entrou no mercado de trabalho. Após experiências como extensionista rural e representante técnico de vendas, fundou em sociedade com dois amigos, a empresa Equilíbrio Rural, uma loja de produtos agropecuários, localizada em São Gabriel da Palha (ES). Agora, empresário e estudante do Mestrado Profissional, Ricardo acredita “que o curso possa abrir muitas portas ao mercado de trabalho, seja uma promoção dentro da empresa onde já se trabalha ou mesmo uma nova colocação em uma nova empresa. Isso me anima muito, pois já observo um interesse de grandes empresas por esse tipo de profissional, experiente e qualificado”.

Estudos

O engenheiro agrônomo ingressou no Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal da UFV no segundo semestre de 2017. Ele já cursou as disciplinas Tópicos Especiais em Defesa Vegetal Barreiras Técnicas ao Comércio Internacional, obtendo excelente aproveitamento em ambas. “Quanto ao aprendizado nessas disciplinas, posso afirmar que superou as minhas expectativas por se tratar de um curso semipresencial. Todos os alunos foram cobrados a entregar as tarefas nos prazos previamente estipulados e isso demonstrou a todos um grande senso de responsabilidade e de planejamento por parte da direção e dos professores do curso. É preciso estudar sim, e isso muito me agrada, pois não estou atrás apenas de um ‘título de mestre’ e sim de aprendizado e produções bibliográficas de qualidade”.

Sob a orientação do professor Angelo Pallini, Ricardo pretende desenvolver a sua dissertação tendo como tema o controle da broca da haste (Xylosandrus compactus): “Espero contribuir com um melhor entendimento sobre a bioecologia dessa praga no Brasil, principalmente em cultivos comerciais de café, e determinar qual a melhor alternativa para o seu controle. Essa praga, em algumas ocasiões, pode causar danos significativos na cultura do café, sendo o seu controle difícil. Com esse trabalho procuro aguçar a curiosidade de pesquisadores, agrônomos e de empresas de agroquímicos sobre broca da haste, que pode ter efeitos danosos para a cafeicultura”.

Trabalho sobre amostragem de tripes em cultivos de melancia é publicado em revista científica de alto impacto

Diferente de um mestrado acadêmico, cujo foco é a pesquisa, no mestrado profissional o viés é tecnológico. Entretanto, quando o trabalho desenvolvido é de grande relevância, a pesquisa científica também pode ganhar destaque num curso de pós-graduação com viés tecnológico. Foi por isso que o mestre em Defesa Agropecuária Vegetal Cleovan Barbosa Pinto publicou um artigo, fruto da sua dissertação, na Journal of Economic Entomology, revista científica de alto impacto para a área de Ciências Agrárias. Cleovan desenvolveu a sua dissertação sobre amostragem de tripes Frankliniella schultzei em cultivos de melancia. O plano de amostragem determinado no seu trabalho possibilita colocar em prática a avaliação das populações de F. schultzei, importante praga nos cultivos de melancia no Brasil.

Para desenvolver a sua dissertação, Cleovan contou com a participação de pesquisadores da UFV e da Universidade Federal de Tocantins (UFT) – Campus Gurupi. Na UFV, ele contou com a orientação do professor Marcelo Coutinho Picanço. Em Tocantins, o trabalho foi liderado pelo professor Renato Almeida Sarmento e envolveu vários estudantes de graduação, mestrado e doutorado da UFT. O trabalho foi realizado em cultivos comerciais de melancia em Formoso do Araguaia (TO), nos anos de 2014 e 2015.

De acordo com Cleovan, “primeiro foram selecionadas a amostra e a técnica de amostragem. Posteriormente, foi determinado o número de amostras a compor o plano de amostragem. A folha 1 (mais apical do ramo) foi o melhor ponto para amostragem de F. schultzei em plantas de melancia nos estágios: vegetativo, floração e frutificação. A contagem direta dos insetos na folha 1 foi a melhor técnica para amostragem de F. schultzei. O número ideal de amostras para compor o plano de amostragem foi 69 amostras por talhão. Esse plano de amostragem teve duração de 38 minutos e custo de R$ 4,51 por amostragem. Portanto, o plano de amostragem do tripes F. schultzei determinado possibilita a avaliação das populações dessa praga em cultivos de melancia de forma prática, já que ele é simples, rápido e de baixo custo”.

  • Qualificação

 

Graduado nos cursos de Agronomia (2006) e Engenharia de Segurança do Trabalho (2015), Cleovan é inspetor de defesa agropecuária da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec – TO), autarquia responsável por promover a vigilância, normatização, fiscalização, inspeção e a execução das atividades ligadas à defesa animal e vegetal. Lotado na central da Adapec, que fica localizada na capital do estado, Palmas (TO), Cleovan ocupa atualmente o cargo de responsável técnico do Programa Estadual de Grandes Culturas.

O inspetor da Adapec concluiu o Mestrado Profissional em Defesa Agropecuária Vegetal da UFV em 2016 e avalia que o curso lhe proporcionou pleitear cargos que antes ele não se via em condições de exercer. “O Mestrado Profissional em Defesa Sanitária Vegetal me proporcionou muitas coisas boas. A primeira foi o conhecimento que adquiri, passando a ver as coisas sob uma nova ótica, tanto na vida profissional, quanto na vida pessoal. O mestrado profissional também me proporcionou um crescimento dentro do meu serviço, onde atualmente sou responsável pelo Programa Estadual de Grandes Culturas da Adapec, agência onde sou concursado desde 2013”.